sexta-feira, 19 de setembro de 2014

LEIA-SE: "COMO ELEFANTES AO MAR"


Um romance de “pé-na-estrada” no melhor estilo “beat”. Um romance cru, seco, sem meias palavras. Um romance sem moralismos. Um romance para se ler numa tacada e levar pelo resto da vida. A saga de Diego, deslocado de sua vida burocrática para incursão num "projeto de puteiro", será só o início? Até onde esses elefantes nos levarão? Ao mar? Às putas que nos pariu? A nós mesmos? "Como Elefantes ao Mar", de Rodrigo Freire (Editora Patuá, 2013), não pretende ser mais do que é: leitura obrigatória!

Abaixo o poema-homenagem que, à época, escrevi, tomado por sua leitura súbita e, com muita honra, em primeira mão.


SEDE

para Rodrigo Freire nadar
             ou musicar”

ando todo perdido
sem  tempo pra proust
sem saco pra barthes
com machado roendo
meus vermes.

tá osso não ler freud
nem tocar no joyce
deixar rosa mudo
marx falando sozinho

e sartre com essas paredes ...

fico cevando cervantes
pra só catar coelho:
uma água no joelho
e outra que não me lava.

ando tonto
broxa na rede
puto sem dentes

um tanto quanto
Ensimesmado

(alimentando elefantes brancos
na porra de um mar de náuseas
que só me causa sede)



Compras diretamente com o autor, pelo email "melacocci@gmail.com", ou no site da Editora Patuá.




2 comentários:

  1. Aí Elefantes virou uma assistência e você marcou um golaço! Obrigado, Willian!

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