quinta-feira, 20 de junho de 2013

COMO NOSSOS FILHOS


Lembra daquele adolescente estranho com aparelho nos dentes, que vivia dentro de um RPG, dia e noite no celular, madrugadas no computador, que você tinha como solitário e alienado, com o qual você jamais conseguiu estabelecer qualquer contato? Então, ele está falando de Movimento Social de Liderança Coletiva e Horizontal numa Organização em Rede. 

Ãh, o que é isso? Sei não. Ele cresceu, pergunte pra ele.



segunda-feira, 17 de junho de 2013

PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DOS CUPINS


Perdão, amor,
mas hoje falarei de outras flores.

Elas crescem e despetalam
como cupins.

Elas se amontoam como cupins
e, como cupins, destroçam os móveis
por dentro.

Móveis do mundo, cupins das arábias, 
tortos,
meio sem jeito
de esmagar nas mãos,
de reter nas mãos,
de cegar com gás.

Há uma praça na Turquia
cheia deles, amor.

Como sementes ao vento
eles rosnam por toda a parte:

é um buquê de dor,
essas flores poderosas
que movimentam as massas.

Suspenda a cerveja,
o tempo do vinho passou:

é hora de vinagre e coquetel molotov,
mudança, dança muda,
filha de toda Revolução.

Toda Revolução, amor,
esmaga a poesia dos livros,
liberta a poesia dos livros que,
apátrida,  
indigente,
indecente,
volta a viver nas ruas.

Essa flor, amor,
perdão, é pra você.

E nos vemos na rua.



Manifestação de 15/06/2013 contra a Copa do Mundo e das Confederações em Brasília
(crédito da imagem: Ricardo Matsukawa / Terra) 


sexta-feira, 14 de junho de 2013

TEATRAL.NAZISTA.MEDIEVAL!


Eu poderia falar que este 13/06/2013 ficará na memória paulistana como o dia da Vergonha Policial e de toda Administração Pública;

que a polícia é um braço desta Administração e, como reza a nossa Constituição, sua função maior é zelar pelo Interesse Público, tendo este Supremacia sobre o privado;

que a polícia paulista é a mais truculenta do Brasil e despreparada (desde o treinamento da Ditadura) para saber o que significa Constituição Federal, Administração e Interesse Públicos;

que em todo o mundo, e inclusive aqui em São Paulo por diversas vezes, toma-se naturalmente a avenida principal dos centros urbanos em atos de protestos, e que a função da polícia neste caso é Zelar, Proteger e Organizar a manifestação para que ela cumpra seu papel e o Interesse Público seja alcançado, neste caso, viabilizando a logística para acessos a pontos importantes desta redondeza, hospitais, por exemplo;

que a polícia, sentindo-se protegida pela mídia e opinião pública, a mando de seus líderes do executivo (estadual e municipal), flagrantemente retaliou a manifestação do Movimento Passe Livre, impediram seu direito constitucional de Reunião e manifestação do pensamento e, mais, agiram com força desmedida, descendo o pau, bombas e cassetetes,  aleatoriamente e, depois, num ato nazista-teatral, passou a exibir sua força com cavalarias medievais, marcha de Tropa de Choque, bombas ao ar, numa Avenida Paulista praticamente sem manifestante, com civis que não tinham nada a ver com a ocasião (nas calçadas) sendo presos e agredidos, como muitos jornalistas e cinegrafistas;

que este ato foi, numa primeira instância, um tiro no pé, já que a mídia agora se volta contra ela, a polícia, e, em última instância, foi benéfica ao Movimento, que se fortalece e passa a ter o apreço (boicotado anteriormente) da opinião pública;

que essa história de “aumentamos menos que a inflação” é falácia total, pois o salário do trabalhador não vem acompanhando esta e nossas passagens são as mais caras do mundo, acrescido a isso a desaprovação total dos cidadãos frente ao Sistema Público de Transporte paulista e paulistano;

que os Srs. Governador do Estado e Prefeito do Município de São Paulo em nenhum momento aceitaram negociação ou conversa;

que a proposta do Ministério Público em suspender o aumento por 45 dias para que se chegue a um acordo também foi ignorada;

que os dois estão dando os braços e dizendo a si e ao povo “somos fodões, não recuamos, estão vendo nossos colhões?”, mas apenas quero registrar uma frase disparada pelo professor e filósofo Vladimir Safatle:


“Democracia é barulho: silêncio é Ditadura!”



(imagem extraída do link: 

quarta-feira, 12 de junho de 2013

UMA CANÇÃO PARA O FIM DO MUNDO


Quando o segundo sol chegar
em detalhes
tão pequenos de nós dois,
don´t let me down:

deixe o verão pra mais tarde.

Eu sei, eu sei...

People are strange
- e a que será que se destina? -,

mas malandro que é malandro mesmo,
levanta, sacode a poeira
e dá a volta por cima!

Quando o segundo sol chegar
numa explosão atlântica
- like a virgin, peixe-de-vidro -
entre tapas e beijos
meu coração tropical vai fazer
tchú!

Vai fazer tchá!

Eu sei, eu sei...

Como se fora brincadeira
de roda
tem que morrer pra germinar.

- Cadê a flor que tava aqui?
(as rosas não falam...)

- E o peixe que é do mar?
(vida loka, nêgo...)

- E o verde, onde é que tá?
(I am the one
Orgasmatron!... )

É tchú...
(erguei as mãos...)

É tchá...
(vai descendo na
tela da TV no meio
desse p...

...are!

- Até quando você vai mandar

e mudar

e mandar

e mudar

e...

(- Com que roupa eu vou
quando o segundo Sol

chegar?)



(imagem do filme "Star Wars")

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