sábado, 12 de fevereiro de 2011

Dentes Podres

Meus dias são putas que amo
de relance
à beira do asfalto.

Arranco ali um dente
de leite
e me deito,
sentindo que me sorri
afogado num copo d´água -
ao lado da cama, ao lado do berço.

Ponteiros derretidos se agitam,
nada mais é a vida.

Desesperados,
correm os homens atrás do que fogem,

relembrando tempos
em que havia o Tempo,
a morte era um brinquedo

e não apodreciam dentes no telhado.



(Imagem - Salvador Dali)

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