quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

"A primeira ninguém esquece"

Salve!

Durante algum tempo relutei com a idéia de se criar esse espaço. Alguns amigos me coagiram durante anos: “Cara, cria um blog, cria um blog!”, e sempre achei que nunca encontraria tempo para mantê-lo “vivo”.

Com o passar deste inexorável, fui aceitando a idéia de que um blog não é necessariamente um diário e que mesmo postagens antigas ficam lá, cumprindo seu papel histórico de - como Proust certa vez descobriu - recobrar o tempo, sensações e sentimentos, com o simples registro indelével da memória. Então, vamos lá: “à la recherche du temps perdu!”.

Quero manter esse espaço virtual – universalmente particular – para dividir com todos os amigos, leitores, visitantes anônimos, vírus, spams ou pop-up´s (que por ventura, aleatoriamente, transitarem  por aqui),  um pouco do assombramento que me assola a realidade: encantamentos, indignações, um tanto de prosa e poesia (minhas e de outros), reflexão social, crônica literária, ciências - todo o caldeirão da cultura pop e seus gênios, seus marginais, eternos clássicos e clássicos eternamente efêmeros;   cedendo e buscando ombros virtuais, olhos e ouvidos afiados, corações abertos, elásticos...

Certa vez, um crítico definiria o romântico Victor Hugo: “ele é bom, mas é muito palavroso!”. Esse termo, inevitavelmente, acabei (autocriticamente) tendo para mim e, desde já, desculpem-me tal “palavrosidade” (é uma convulsão: as palavras coçam a ponta dos dedos que se danam a apertar teclas loucamente...)

Enfim, a primeira postagem, palavrosa e de rumos incertos, é apenas para saudar-vos, desejar que adentrem e se sintam em casa neste sítio que poderia ser um pedaço qualquer da minha gaveta, alguns neurônios interligados em determinado ponto obscuro da craniana caixa, um bloco de notas perdido na mochila, o verso do guardanapo usado naquele restaurante absurdamente romântico e caro; esse sítio é tudo isso, também cumprirá o papel de divulgar notícias e um pouco do meu trabalho literário - sítio virtual e  real como  os sonhos, como o sonho de se fazer real qualquer sonho.

Axé

2 comentários:

  1. Grande começo! De que venho beber um pouco! Concordo com a ideia, me disseram que Nietzsche era o autor: "Uma arte se mede pela capacidade que tem de conter vida." e o texto inicial contém prenunciando as futuras, algumas já presentes no blog, manifestações que compartilharão vida, tratarão dela, observarão... Pelo que deduzo, você é um grande artista!

    ResponderExcluir
  2. Oh, Rodrigo, valeu pela generosidade e resgate deste início que nem me lembrava mais. Logo, vejo que o blog cumpriu exatamente o que escrevi, nada se perde quando registramos fora de nós. rsss

    abraços

    Delarte

    ResponderExcluir

DELARTE - OBRAS PUBLICADAS:

SENTIMENTO DO FIM DO MUNDO (poesia)

SENTIMENTO DO FIM DO MUNDO (poesia)
Clique nas imagens e adquira os livros pelo catálogo da Editora Patuá. Também podem ser encontrados nas Livrarias Cultura e Suburbano Convicto (SP).

CRAVOS DA NOITE (contos)

O Alien da Linha Azul (poesia)

O Alien da Linha Azul (poesia)
Aquisições com o autor ou no Bar & Livraria Patuscada